Doença Arterial Periférica (DAP): sintomas, diagnóstico e prevenção

A Doença Arterial Periférica (DAP) é causada pelo estreitamento das artérias, principalmente das pernas, reduzindo o fluxo sanguíneo e provocando dor ao caminhar, feridas e risco cardiovascular aumentado. O diagnóstico precoce e a prevenção são essenciais para evitar complicações graves.
Picture of Médico Angiologista

Médico Angiologista

Dr. Leonardo Pacheco
CRM MG 38779 | RQE 21204 | 21203

Doença Arterial Periférica DAP | Dr. Leonardo Pacheco | Angiologista

Doença Arterial Periférica (DAP): sintomas, diagnóstico e prevenção

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma condição caracterizada pelo estreitamento ou obstrução das artérias que levam sangue principalmente aos membros inferiores, como pernas e pés. Na maioria dos casos, a causa é a aterosclerose, o mesmo processo que acomete as artérias do coração e do cérebro. Apesar de comum, a DAP ainda é subdiagnosticada, o que pode levar a complicações graves, como dor crônica, feridas de difícil cicatrização e até amputações. O diagnóstico precoce e a prevenção são fundamentais para preservar a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.

O que é a Doença Arterial Periférica?

A DAP ocorre quando placas de gordura, cálcio e inflamação se acumulam na parede das artérias periféricas, reduzindo o fluxo sanguíneo. Embora possa afetar braços, rins e outras regiões, sua apresentação mais frequente envolve as artérias das pernas. Como consequência, os músculos passam a receber menos oxigênio, especialmente durante o esforço físico, desencadeando sintomas característicos.

Além de causar sintomas locais, a DAP é um importante marcador de risco cardiovascular. Pacientes com DAP têm maior probabilidade de sofrer infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC), reforçando a necessidade de avaliação vascular completa.

Principais sintomas da DAP

Os sintomas variam conforme o grau de obstrução arterial e podem evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais. Os sinais mais comuns incluem:

  • Claudicação intermitente: dor, cansaço ou queimação nas pernas ao caminhar, que melhora com o repouso;
  • Sensação de peso ou fadiga muscular nos membros inferiores;
  • Frialdade nos pés ou pernas, especialmente quando comparado ao outro lado;
  • Alteração na coloração da pele, que pode ficar pálida ou arroxeada;
  • Feridas ou úlceras que demoram a cicatrizar;
  • Queda de pelos e unhas frágeis nos pés;
  • Dor em repouso, principalmente à noite, nos casos mais avançados.

Em estágios críticos, a redução do fluxo sanguíneo pode levar à isquemia crítica dos membros, situação grave que exige intervenção imediata para evitar amputações.

Como é feito o diagnóstico da Doença Arterial Periférica?

O diagnóstico da DAP começa com uma avaliação clínica detalhada realizada pelo Angiologista e Cirurgião Vascular, incluindo histórico médico e exame físico. Alguns métodos são fundamentais para confirmar a doença e determinar sua gravidade:

Índice Tornozelo-Braquial (ITB)

O ITB é um exame simples e não invasivo que compara a pressão arterial do tornozelo com a do braço. Valores reduzidos indicam a presença de obstrução arterial e são altamente sugestivos de DAP.

Duplex Scan (Ultrassonografia com Doppler)

É o principal exame de imagem para avaliação da DAP. Permite:

  • Identificar o local e o grau das obstruções;
  • Avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias;
  • Acompanhar a progressão da doença.

Angiotomografia e Angiorressonância

Esses exames são indicados em casos selecionados, especialmente quando há planejamento de tratamento cirúrgico ou endovascular, oferecendo um mapeamento detalhado da circulação.

Prevenção e controle da Doença Arterial Periférica

A prevenção da DAP está diretamente ligada ao controle dos fatores de risco cardiovascular. As principais medidas incluem:

  • Parar de fumar: o tabagismo é o principal fator de risco modificável;
  • Controle rigoroso da pressão arterial;
  • Tratamento do diabetes mellitus;
  • Redução do colesterol com dieta e medicação quando indicada;
  • Prática regular de atividade física, especialmente caminhada supervisionada;
  • Alimentação equilibrada e manutenção do peso adequado.

O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar o tratamento e reduzir o risco de progressão da doença. Em casos mais avançados, podem ser indicados procedimentos como angioplastia com stent ou cirurgias de revascularização.

Se você apresenta sintomas sugestivos de Doença Arterial Periférica ou possui fatores de risco cardiovascular, procure avaliação especializada. Agende uma consulta com o Dr. Leonardo Pacheco e venha conhecer nossa clínica. O cuidado precoce é a melhor forma de preservar sua saúde vascular.