7 Sinais de Tromboembolismo Pulmonar: Diagnóstico e Tratamento

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma emergência vascular grave em que um coágulo bloqueia as artérias dos pulmões. Conheça os fatores de risco, sintomas, diagnóstico, tratamento com anticoagulação e estratégias de prevenção orientadas pelo angiologista.
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Médico Angiologista

Dr. Leonardo Pacheco
CRM MG 38779 | RQE 21204 | 21203

7 Sinais de Tromboembolismo Pulmonar Diagnóstico e Tratamento | Dr. Leonardo Pacheco

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma das emergências vasculares mais graves da medicina, caracterizado pela obstrução súbita das artérias pulmonares por um coágulo sanguíneo. Apesar de potencialmente fatal, o reconhecimento precoce dos sintomas e o tratamento imediato podem salvar vidas. Como angiologista, compreender essa doença é essencial para orientar a prevenção, especialmente em pacientes com fatores de risco. Neste artigo, você vai entender o que é, como ela acontece e como tratar o TEP.

O que é tromboembolismo pulmonar?

O tromboembolismo pulmonar ocorre quando um coágulo, geralmente formado nas veias profundas dos membros inferiores (trombose venosa profunda – TVP), se desprende e migra pela circulação até alcançar as artérias pulmonares. Ao obstruir o fluxo sanguíneo nos pulmões, o coágulo impede a oxigenação adequada do sangue, sobrecarrega o coração direito e pode levar à insuficiência respiratória aguda.

Estima-se que o TEP seja responsável por cerca de 300 mil mortes por ano no mundo, sendo a terceira causa cardiovascular mais letal, atrás apenas do infarto e do AVC. Por isso, o tema é prioridade na rotina do angiologista.

Principais causas e fatores de risco

O tromboembolismo pulmonar está intimamente ligado à formação de trombos no sistema venoso. Os principais fatores de risco incluem:

  • Imobilização prolongada (viagens longas, pós-operatório, internação);
  • Cirurgias recentes, especialmente ortopédicas e oncológicas;
  • Câncer ativo ou em tratamento;
  • Trombofilias hereditárias (predisposição genética à coagulação);
  • Uso de anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal;
  • Gravidez e puerpério;
  • Obesidade e tabagismo;
  • Idade avançada (acima de 60 anos);
  • História prévia de TVP ou TEP;
  • COVID-19 e outras doenças inflamatórias sistêmicas.

Sintomas do tromboembolismo pulmonar

Os sintomas do tromboembolismo pulmonar variam conforme o tamanho do coágulo e a quantidade de pulmão acometido. Os sinais mais comuns são:

  • Falta de ar súbita (dispneia), mesmo em repouso;
  • Dor torácica intensa, tipo pleurítica (piora ao respirar);
  • Tosse seca, às vezes com presença de sangue (hemoptise);
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
  • Sudorese fria e sensação de desmaio;
  • Inchaço e dor em uma das pernas (sinal sugestivo de TVP);
  • Cianose (coloração azulada de lábios e extremidades).

Em casos graves, o TEP pode evoluir para choque cardiogênico e parada cardiorrespiratória. Diante de qualquer suspeita, procure imediatamente uma emergência.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do tromboembolismo pulmonar exige rapidez e precisão. Os exames mais utilizados incluem:

  • Angiotomografia de tórax: exame padrão-ouro, visualiza o coágulo nas artérias pulmonares;
  • D-dímero: exame de sangue que avalia a probabilidade de trombose;
  • Ultrassom Doppler dos membros inferiores: identifica TVP associada;
  • Eletrocardiograma e ecocardiograma: avaliam sobrecarga cardíaca;
  • Gasometria arterial: detecta hipoxemia.

O angiologista também aplica escores clínicos (como Wells e Geneva) para estimar a probabilidade pré-teste antes da confirmação por imagem.

Tratamento do tromboembolismo pulmonar

O tratamento do tromboembolismo pulmonar tem como objetivos dissolver ou estabilizar o trombo, prevenir novos episódios e tratar complicações. As estratégias incluem:

  • Anticoagulação: base do tratamento, com heparinas e anticoagulantes orais diretos (DOACs);
  • Trombólise: uso de medicamentos para dissolver o coágulo em casos graves;
  • Trombectomia: remoção mecânica do coágulo, indicada em pacientes instáveis;
  • Filtro de veia cava: dispositivo que impede novos êmbolos em pacientes selecionados;
  • Suporte ventilatório e hemodinâmico em casos críticos.

A duração da anticoagulação varia de três meses a tratamento vitalício, dependendo da causa. Saiba mais sobre a relação entre trombose e TEP em nosso artigo sobre trombose venosa profunda.

Como prevenir o tromboembolismo pulmonar

A prevenção é a melhor estratégia contra o tromboembolismo pulmonar. Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco:

  • Movimente as pernas durante viagens longas;
  • Use meias de compressão graduada quando indicado;
  • Pratique atividade física regularmente;
  • Mantenha-se hidratado;
  • Controle o peso e cesse o tabagismo;
  • Siga rigorosamente o protocolo de profilaxia em internações e cirurgias;
  • Faça avaliação angiológica se houver fatores de risco familiares.

Quando procurar o angiologista?

Pacientes com história pessoal ou familiar de trombose, pós-operatório recente, gestantes, oncológicos e usuárias de anticoncepcional devem ter acompanhamento periódico com angiologista. Diante de sintomas suspeitos de tromboembolismo pulmonar, não hesite: busque atendimento de emergência imediatamente. O diagnóstico precoce é o que separa um desfecho favorável de uma tragédia.

Para informações adicionais, consulte a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.